Conheça a história da Cinematografia Brasileira!

Postado por Livraira Eldorado 19/06/2019 0 Comentários Blog,

Ah, a cinematografia brasileira!

Lisbela e o prisioneiro

 

Por mais que o cinema brasileiro tenha sofrido muitos preconceitos ao longo dos tempos, ela tem um grande reconhecimento no exterior, mas calma que a gente vai contar tudo para vocês.

 

 

História da Cinematografia Brasileira:

 

A história da cinematografia brasileira começa bem no finalzinho do século XIX, mais precisamente em julho de 1896, quando acontece a primeira exibição de cinema no país, no Rio de Janeiro. A película escolhida era dos irmãos Lumiére chamada: “Saída dos Trabalhadores da Fábrica Lumière”. Auguste e Luis Lumière são, por vezes, considerados os pais do cinema, por terem sido os pioneiros na exibição de imagens em movimento. Os irmãos inventaram o cinematógrafo, e em 28 de dezembro de 1895, na cidade de La Ciotat, localizada no sudeste da França, fizeram a primeira exibição pública de uma imagem em movimento. Filhos de Antoine Lumière, fotógrafo e fabricante de películas fotográficas, os irmãos também eram colaboradores do pai, na fábrica Lumière.

 

Irmãos Lumiére

 

Em 1887, desde a estreia cinematográfica no país, a primeira sala de cinema ao público abre na capital carioca por incentivo dos irmãos italianos Paschoal Affonso e Segreto. Eles iniciaram o cinema no Brasil, os quais foram considerados os primeiros cineastas no país. No ano seguinte realizaram uma filmagem na cidade de São Paulo durante a celebração da unificação da Itália. No entanto, foi somente no início do século XX, que São Paulo tem sua primeira sala de cinema, com o italiano Vítor di Maio. Um dos problemas iniciais da produção do cinema no país era a falta de eletricidade que somente foi resolvida em 1907 com a implantação da Usina Ribeirão de Lages, no Rio de Janeiro. Após esse evento, os números de salas cresceram consideravelmente na cidade do Rio.

 

Em 1905, houve o que ficou conhecido como a “Belle Époque” (Bela Época) do cinema nacional. É primordial ser dito que foi um período marcado pelas produções inspiradas na ópera e no que se chamou de “cinema cantado”, além de um polo de produção de cinema que se restringia a São Paulo e Rio de Janeiro. Somente a partir de 1925, as produções cinematográficas começaram a se desenvolver em outras regiões do país.

 

Belle Époque

 

 

Em 1930, foi edificado o primeiro estúdio de cinema do Brasil: a Cinédia, que produziu sátiras dos filmes de Hollywood, Chanchadas e os primeiros filmes carnavalescos, que dominaram a produção cinematográfica nacional até a década de 1950. Daí em diante a cinematografia brasileira passou por uma série de experimentos e testes que não deram certo devido à falta de recursos do país em relação à cultura e, especificamente, ao audiovisual.

 

Filmes Chanchada

 

 

O Novo Cinema

 

 O Cinema Novo é o movimento mais conhecido e relevante do cinema nacional, que surgiu no entre o final dos anos 50 e começo dos 60. O lema da cinematografia brasileira se tornou “Uma ideia na cabeça e uma câmera na mão” e, nessa época, os filmes passaram a falar sobre temas sociais e políticos que envolviam a situação do país. Em 1963, “Vidas Secas”, filme adaptado da obra muito conhecida de Graciliano Ramos que já falamos aqui no blog, foi exibido nos cinemas, tratando-se de um filme que denunciava a seca vivida no nordeste brasileiro.

 

Deus e o diabo na terra do sol

 

 Do Cinema Novo também surgiu Glauber Rocha que foi um dos principais nomes da História do Cinema Brasileiro. Ele é o diretor de “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1964), “Terra em Transe” (1967) e o “Leão de Sete Cabeças” (1970), entre diversos outros.  Glauber trouxe a estética experimental para a cinematografia nacional, contrapondo-se ao modelo de produção norte-americano que era uma referência no período.

 

 

A cinematografia brasileira na ditadura militar

 

Manifestação contra a censura 

 

 Em 1968 Ato Institucional Número 5 entrou em vigor e a ditadura militar se acirra. O Congresso Nacional foi fechado e a mídia sofreu censuras. O Estado passou a interferir diretamente nas obras, através da Empresa Brasileira de Filmes (Embrafilme). A resposta dos cineastas veio através do cinema marginal. Para ter o seu filme aprovado, era terminantemente preciso ser criativo!

 O movimento Tropicalismo surgiu nesse contexto e aproveitou de licenças poéticas e metáforas para comentar sobre a situação política do país. Macunaíma de Joaquim Pedro de Andrade foi o maior representante dessa fase. A ironia está presente durante toda a duração do longa-metragem.

 

 

A retomada

 

O Auto da Compadecida

 

Esse momento foi quando o cinema nacional não parou mais de evoluir com a criação de grandes filmes, como “Baile Perfumado”, “O Que É Isso, Companheiro?” e “Central do Brasil”, entre outros. Nos anos 2000, o cinema nacional foi marcado pelos blockbusters e o sucesso da Globo Filmes. Dessa época, destacam-se filmes como “O Auto da Compadecida” e “Cidade de Deus”.

   

 

 A Era da Retomada conseguiu juntar os comentários sociais para uma audiência mais ampla. Assim, os filmes dessa fase triunfaram tanto na bilheteria quanto na crítica especializada.

 

 

A cinematografia brasileira atual

 

 É possível perceber a presença mais expressiva de comédias no catálogo nacional, com base nos populares Se Eu Fosse Você (2006), de Daniel Filho, e Minha Mãe É Uma Peça – O Filme (2013), de André Pellenz.  Também podemos falar dos filmes mais complexos como Tropa de Elite (2007), de José Padilha, e Meu Nome Não É Johnny (2008), de Mauro Lima, eles são a prova de que o cinema brasileiro atual é versátil. Fora das grandes produtoras, as peças audiovisuais no Brasil se sustentam apenas através das leis de incentivo. Por isso é muito importante apoiar o cinema nacional. Sempre que possível, vá ao cinema conferir os lançamentos nacionais. E vá rápido, porque esse tipo de produção costuma ficar pouco mais de duas semanas em cartaz. E é assim que a sétima arte sobrevive em território tupiniquim. Ao longo de sua história, o cinema brasileiro passou por diversos altos e baixos. E ainda não temos a nossa indústria cinematográfica consolidada. Mas apesar de todas essas dificuldades, nossos talentos continuam achando formas criativas de contar boas histórias.

 

Minha mãe é uma peça

 

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Etiquetas: cinema

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